Imagens de encontro, do amor, da resistência, de um pesado sentimento de luto e de renovação. No debate durante o festival de Tiradentes de 2026, de onde saiu com o prêmio de melhor filme, Leandro nos relata uma trajetória tortuosa. Um ano após terminar seu primeiro filme — Retratos de Identificação (2014), que “reconstitui a história da prisão e suicídio, no exílio, da guerrilheira Maria Auxiliadora Lara Barcellos” — vai a Paris investigar a morte de outro exilado, Ângelo Pezzutti, amigo de Maria Auxiliadora, “morto num misterioso acidente de moto em Paris, pouco antes dela se suicidar em Berlim.” O comentário de Anita reforça a atmosfera de tensão que envolve a pesquisa: “a interdição de acesso à documentação sobre Pezzutti pelas autoridades francesas, sob alegação de ‘secret défense’ (segredo de Estado), conduziu-me a outros arquivos” [...]